3 Discos de Longas Semanas
As semanas, como dito no título, pareciam intermináveis. Várias coisas acontecendo, muitas coisas pra fazer e com as quais aprender.
Mas, se há tempo para respirar um pouco, é importante que seja com coisas lúcidas ou que nos façam bem, como os discos que seguem, por exemplo.
O lado "aprendizado" desse período exigiu de mim um certo investimento na busca de temas que estão para além da minha compreensão, ou apenas fora do meu lugar comum. É sempre preciso sair de onde estamos habituados e buscar conhecimento em outras áreas, ou até em outras culturas, como é o caso do disco.
Sattva é uma obra do magnífico Manish Vyas. Este nome surgiu em meio à minha curiosa incursão no mundo do budismo. Sobre este disco, propriamente, não posso inferir que seja de música relacionada com o budismo. Mas, de qualquer maneira, é simples classificá-lo dentro daquilo que muitas pessoas chamam de New Age.
No site oficial de Manish Vyas, é possível ver pessoas comentando como sua música tem ajudado a propagar uma sensação de paz dentro de uma cultura de Yoga, ou meditação. Aliás, foi em uma playlist de "meditação" (com mantras de cultura indiana) em que encontrei esse artista.
Em meio às canções fantásticas desse disco, não posso fazer nada além de me sentir grato pela oportunidade de ter convivido com belas obras, como essa. Preciso agradecer, também, pelo comentário deixado por um perfil no YouTube, que fez uma nomeação dos mantras na playlist.
O YouTube e as redes sociais, em geral, podem parecer um terreno sangrento, cheio de brigas e "arranca-rabos". Mas aqui nós temos um disco (fantástico, diga-se de passagem) da banda The Tea Party, e eu só cheguei nessa banda por causa de um comentário em uma música do YouTube.
Na verdade eu estava ouvindo The Cult (Electric Ocean) e um usuário fez um comentário comparando bandas. Nesse comentário ele comparava o Tea Party com uma soma entre Led Zeppelin e The Doors.
Isso me fez correr atrás de algo da banda. Encontrei no YouTube a música "Angels" e foi amor à primeira vista (risos). Não tinha conseguido perceber essa influência de Led Zeppelin nesse som, a não ser pela bateria forte. Mas, isso foi o suficiente para eu entrar em The Interzone Mantras, um disco repleto de belas composições que, dificilmente, esquecerei.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O Badfinger está entre minhas audições já faz tempo e, volta e meia os caras reaparecem. Apesar das tragédias envolvendo o grupo, sua música, em minha opinião, está acima disso e deixa para muitos uma bela mensagem.
Aos fãs do rock dos anos 60 e da musicalidade apresentada pelos Beatles em Let It Be, certamente é muito natural ouvir Badfinger. Não que eles sejam uma cópia dos Beatles, mas o "Fab Four" é uma grande influência para esse outro genial quarteto inglês.
Grandes músicas permeiam o álbum e, aqui, eu pude perceber uma maior liberdade em termos de extensão musical, certos experimentos que a banda não fazia antes, apesar de ser um disco bem "pé no chão". Certamente, alguma música irá colocar um sorriso na face do ouvinte, sabendo que, apesar da distância que o tempo e as tragédias colocam entre nós, a música ultrapassa fronteiras.
Seja ela sobre amor, sobre guerra, sobre angústia, ou qualquer tema que se preze: esse disco me faz lembrar um anime ao qual assisti recentemente, "Kimi No Na Wa" (traduzido como "Seu Nome"). No anime como aqui, nas mais fortes barreiras podem não ser capazes de barrar a beleza de um grande coração!







Comentários
Postar um comentário