3 Discos da Semana


Cá estamos e lá se vai o horário de verão, e mais um domingo.
E foi por meio dessas 3 obras que viajei por diversos sentimentos.



Eu, que já conhecia o Lantlôs, tive vontade de fazer um retorno ao terreno do chamado "Post-metal". O Jesu é um projeto de um dos integrantes do Godflesh, pelo que pude entender, e pelo pouco que li. E falar em "Post-metal" sem passar pelos caras é um baita vacilo, que eu tinha cometido. 

Esse disco tomou a maior parte do meu pouco tempo para audições essa semana. Mas valeu cada segundo. Degustar cada faixa desse disco cinzento e, ao mesmo tempo, acolhedor foi como respirar os ares do outono, de que gosto tanto. Lançado em 2013, esse registro me deixou com um belo gostinho de quero mais, então, provavelmente, o Jesu aparecerá por aqui novamente. 

Assim espero!


Conversando com um grande amigo meu, pedi que ele me lembrasse o nome de uma certa banda fantástica nacional. Claro que há muitas bandas fantásticas no Rock Nacional, mas essa tinha me surpreendido por um cover de Oasis lançado no YouTube (ouça aqui) e pelo belo trabalho na música "Tempos Loucos" (ouça aqui).

Eis que, enfim, cheguei até esses caras lá pelo Spotify, e tive uma grata surpresa ao saber que eles tinham desenvolvido esse maravilhoso registro, no qual se encontra a música "Tempos Loucos". 

Posso estar me arriscando no que direi aqui, afinal, não sou um crítico musical, mas senti influências de Beatles a Tame Impala, passando (algo que para mim ficou claro) por 14 Bis e aquele típico som feito no disco "Clube da Esquina".

Elogiar esse trabalho é cair em redundância, mas não canso de elogiar. Mais um orgulho para esse nosso Rock Nacional!


Aaah! O Metal! Já conhecia o The Crown de outros "carnavais", se é que posso dizer isso, afinal, em nada a música deles tem a ver com essa festa que logo, logo chegará.

Os caras fazem um Death Metal direto, curto e grosso, de uma maneira que eu não tinha visto em uma banda. Na verdade, poucas, mas não fazem da maneira como os caras do Crown fazem.

É incrível como cada nota, cada vocal alucinado, cada riff, cada solo, contribuem incrivelmente para criar a brutalidade que, na própria capa, já vem ilustrada. É, de fato, como uma onda atacando seus ouvidos. 

Essa capa, aliás, parece fazer referência ao fantástico "Death Explosion", disco deles, que tem crânios alucinados como estes aí em cima. Mas, o fato é que, mesmo dentro desse som, os caras conseguem surpreender e fazer qualquer pescoço de um bom Headbanger descolar do corpo, tamanho o grau de porradaria.

E é com essa pancadaria incessante que fechamos mais uma semana, para olhar nos olhos do amanhã e encará-lo como se deve ser! Boa semana!

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