3 Discos da Semana e 1 Música
Mais uma semana se passou e não postei nada no domingo. Infelizmente, ontem foi impossível. Mas hoje, vamos aos 3 discos que marcaram a semana e uma clássica canção de um dos melhores discos que já escutei, para marcar mais um período da minha vida:
Na primeira vez que escutei esse discaço fiquei fissurado pela maneira como a Toni Halliday cantava e encaixava as melodias. Uma mistura entre eletrônica e Shoegaze com várias referências de MBV a Cocteau Twins que me fez "pirar" e usar grande parte do tempo da semana para escutar esse registro.
Aliás, vale ressaltar a flexibilidade de Dean Garcia como guitarrista e músico, em geral. O cara toca muito, ainda que esse não seja um disco de grande destaque para as guitarradas, como o Shoegaze costumeiramente evoca.
Enfim, se não ouviu Curve, ouça!
Buscando por bandas sonoramente semelhantes ao que o Lou Reed produziu em carreira solo, encontrei muitas recomendações que, para mim, nada tinham a ver com o som de Reed. Ao menos, não com o que eu buscava. Continuando a busca, eis que surge a banda Luna com esse disco de 1994.
Músicas calmas, serenas e, em certa dose, experimentais permeiam o belíssimo disco, repleto das sutilezas que o mestre Reed produzia em suas músicas mais "jazzisticas". O disco pode dar sono em alguns, mas acalma como um remédio muito bem dosado. Algum bom médico poderia recomendar esse registro a seus pacientes. Vale à pena cada segundo!
O ultimo disco surgiu de maneira natural, embora não faça parte do meu estilo favorito, mas de um estilo que eu admiro. O Funk de Brown era algo que eu alcançaria, mais cedo ou mais tarde e aqui a banda executa tudo com maestria, enquanto, sem muito esforço, o mestre consegue mostrar do que ele realmente é capaz.
De tirar arrepios esse disco é um dos melhores registros da performance de uns dos mestres sagrados da música como a conhecemos hoje. Mas, como elogiar isso aqui é "chover no molhado", apenas fica a recomendação. Quem não ouviu, deve ouvir; e eu, certamente, ouvirei de novo!
-x-
Por fim, uma música: "Time" do Pink Floyd.
Marcando várias fases da minha vida, esse maravilhoso "Dark Side Of The Moon" sempre é capaz de me levar para outra dimensão. Um disco que raramente escuto, mas que me arranca lágrimas com muita facilidade, tocando no fundo da alma, como um Deus condensado em notas musicais.
Não ouvi o disco inteiro, mas me emocionei com essa canção linda e arrepiante, onde está contido um dos melhores solos que já ouvi em toda minha vida. Gilmour não é um gênio apenas por ser um gênio. Ele faz coisas que excedem a palavra que o define e "gênio" é apenas uma aproximação para o real significado de toda essa criação que é o "Dark Side". Apenas músicos geniais no ápice de sua criatividade.





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