3 Discos da Semana
Depois de bastante trabalho e estudo, o domingo pôde concluir essa bela trilha sonora que segue.
Discos muito importantes em seus gêneros, dando-nos uma bela oportunidade para expandirmos horizontes.
Esse fantástico grupo americano, fez eu me render a um sludge metal de primeira qualidade. Há quem chame de "post-metal" as sessões instrumentais desses caras, mas eu não sei se esse rótulo é o mais correto, visto que há aqui muita influência de Crowbar e, principalmente, Neurosis .
"Arktika" é mais um dos discos que estão me ajudando a romper a barreira que tenho com músicas instrumentais. Aqui é possível sentir os instrumentos falando, não é necessário algum vocal para apoiar.
Cada peça instrumental nos leva para uma miríade de ritmos e sensações, ora calorosos, ora gélidos como o "Ártico". Grande álbum!
O Joy Division já não é uma novidade nas minhas audições. Meu primo mesmo vem abrindo muito minha mente para essa banda.
Embora eu tenha gostado de post-punk, isso não se deu por meio do maior bastião do estilo: o Joy Division. Então, nada mais natural que eu retornar aos clássicos. E cá estamos, num trabalho experimental que traz a indelével assinatura da banda e de seu líder, Ian Curtis.
Curti esse disco mais que o debut deles, mas a influência desses caras de discografia curta não deve jamais ser negada, pois esquecida certamente não será. A música desses mestres ecoará pela eternidade, enquanto houverem ouvidos capazes de buscar introspecção, reflexão e conhecimento dos sentimentos de si e do mundo.
A sensação é de estar viajando para todas as eras, ao mesmo tempo, algo para o que a própria capa faz um aceno.
O ano é 1996 e "Carlo Regadas" entra para o Carcass, gravando apenas este álbum que, na minha opinião, é excelente. Tudo bem, eu também achei estranha a mudança no direcionamento bastante clara. Mas é natural nos artistas a necessidade de ampliar horizontes. Algo comum a todos nós, por sinal.
Sendo assim, os "blast beats" do Death Metal deram uma sumida e entraram ritmos mais quebrados, talvez refletindo um pouco do que acontecia na época. O Pantera, por exemplo, já fazia algo do tipo, elaborando os ingredientes do "Groove Metal"; o Slayer exploraria isso no "Diabolus in Musica" e outras bandas beberiam nessa fonte. Naturalmente, o solo era fértil para esse tipo de experimentação.
O que o Carcass conseguiu aqui, porém, foi, não apenas um retrato da época, mais uma ponte entre o som noventista e o DNA encontrado em álbuns como Heartwork. Fato é que esses excelentes músicos não fizeram feio e criaram sons extremamente potentes, aliados a letras mais ácidas que escatológicas.
Grande trabalho para quem curte metal e tem cabeça aberta para entender que o ser humano muda. Aliás, se tem uma banda que mudou ao longo da história foi o Carcass. E aqui vai minha opinião sincera: nunca decepcionaram!





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