3 Discos para 2 Semanas

Lá se foram duas semanas. Acabei dando mais uma semana de crédito para poder ouvir com bastante atenção esses discos listados abaixo. São, claramente, grandes álbuns, capazes de emocionar ou expurgar demônios, seja por meio de um metal desenfreado ou de algo mais etéreo, ou ainda transitando entre ambos os lados.


O My Dying Bride voltou para meus holofotes na minha estranha vontade de buscar sons mais soturnos e densos. Aqui a densidade vem como um infindável campo lamacento onde as lágrimas de Deus se misturaram com os pés humanos feitos de barro. 

Brincadeiras à parte, o clima denso é muito bem pensado aqui. Cada nota é colocada para arrepiar e pressionar o ouvinte, puxando ora para o Sabbath, ora para o lado mais triste de um Joy Division, só pra exemplificar. Esse é um clássico do doom metal, trabalho único que transita entre os dois espectros de que falei no inicio do texto.


O Slowrun vai aos extremos do lado onírico, transportando o ouvinte para uma jornada de muito sentimento e nenhuma palavra. O instrumental dos caras é genial e, ao mesmo tempo, minimalista. Gira em torno do post-rock, mas pega elementos de post-metal. 

Aliás, encontrei os caras por meio de uma "rádio" da gravadora Slow Burn Records, no YouTube. A gravadora permite que conheçamos belos trabalhos por meio de uma rádio incessante em grandes artistas. Certamente, o Slowrun é um dos grandes orgulhos desse belo catálogo, saindo por um lado mais "escapista".


Agora, para outro extremo: pancadaria auditiva sem limites de decibéis. Por meio disso, podemos compreender como o Sodom constrói um disco com mais influências Punk e bem mais folgado, sem medo de experimentar, ousar e reformular aquilo que vinha sendo até então. Disco claro e direto, com toda a propriedade de uma das bandas mais importantes do Thrash Metal. 

A banda não mede esforços em criar algo intenso para seu tempo e para além de seu tempo. Grande disco, repleto de fúria e acidez crítica! 

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