3 Álbuns da Semana

Foi necessário ampliar um pouco o tempo para dar a atenção que estes álbuns mereceram, aparecendo, todos eles, quase que por acaso em minha vida.


Esse registro tenebroso traz algo de certo: mais cedo ou mais tarde estarei ouvindo novamente. 
Altamente experimental, esse disco da banda Unholy ajudou a moldar o chamado Funeral Doom Metal, e dei de cada com ele em uma coluna do site Roadie Metal.

A faixa "Gray Blow" me puxou para este pináculo dentro de uma sequencia de audições mais introspectivas dentro do Heavy Metal. Nunca tinha encontrado algo como isso. Pesado, espinhoso, esse registro não é para qualquer um. Mas, como a música é uma experiência muito forte para mim, recomendaria a qualquer um que estivesse com ao menos um pouco de disposição de ouvir algo mais obscuro e, ao mesmo tempo, meditativo sendo condensado por ondas de distorção.

Há gritos de desespero, cantos mais "operísticos" vindos de Tanja “Die Schöne” Wehsely, muito bem encaixados para evocar algo mais lúgubre entre toda aquela atmosfera que embala as letras existenciais descritas ali. 

Extremamente desesperado, mas, principalmente, emotivo esse disco é capaz de provocar frio na espinha e pede bastante disciplina do ouvinte. Atenção deve ser tudo!

Este álbum me fez lembrar a surpresa que tive ouvindo o disco "Black Metal", da banda Venom, pela primeira vez. Tomei um susto, mas de lá pra cá, quem diria que eu iria chegar aqui, e com a satisfação de encontrar algo que evocasse aquele susto e aquela devoção encabulada pelas coisas profundas e ocultas (porque nós preferimos escondê-las)? Quem diria?

Creio que ninguém precise dizer qualquer coisa mais. Esse disco fala por si só.



Esse álbum não tem muito a ver com o anterior, a não ser pela introspecção. Só que aqui tudo é provocado por um rock psicodélico da mais alta qualidade. 

Tentaria comparar esse disco a outros, talvez algo do Black Rebel Motorcycle Club, ou aos Beatles, mas acho que nada conseguiria mostrar a versatilidade dos caras. Essa seria uma tarefa jogada fora.

O fato é que mais uma vez as recomendações aleatórias do Spotify me foram de grande agrado, bendito aplicativo (risos). Aliás, para quem quiser ouvir, encontrei o disco completo apenas pelo Spotify; nem mesmo indo ao Bandcamp dos caras se pode encontrar o disco completo.

Aparentemente, este é o único disco do The Orange Drop. Mas "Stoned In Love" é um baita álbum e se eles fizerem num próximo registro, apenas metade do que fizeram aqui, sinto-me satisfeito. Muito bom ter esse tipo de rock ainda sendo tocado!



Estranho? Sim. Mas nem tanto. Annie Lennox acabou entrando nessa lista de audições, mas poderia ter entrado em outras se eu tivesse dado a ela toda a atenção merecida. Calhou de eu, por ter entrado em minhas próprias reflexões, ter encontrado a voz de Annie ecoando em meu coração, lá no fundo.

Isso deixou as tardes mais claras, as coisas mais bem compostas e tudo mais arrumado, dando-me o fôlego que Fahrenheit 451 me tirou (risos).

Meus ouvidos se rendem a esta bela voz e, nesse disco cheio de canções pop, muitas vezes, o clima é completamente distinto dos discos de que falei anteriormente. Mas isso não tira o brilho que esse álbum teve em meio aos outros registros.

Melodias tão geniosas, tão bem encaixadas, oras misturando algo como o New Age, oras fazendo a música eletrônica dessa veterana dos tempos de Eurythmics, tudo contribui para um belo registro, bastante verdadeiro e emotivo. 

Eis aí um gênio no que faz, eu diria, mas falar isso de Annie é chover no molhado. Que a música dela fale por si!

Comentários

Postagens mais visitadas